SP E BRASIL

O MILHO NO ESTADO DE SÃO PAULO

O milho se destaca como uma das principais culturas produtoras de grãos no Brasil, sendo superado em área e produção apenas pela soja. No estado de São Paulo, este cereal ocupa cerca de 872 mil hectares e produz 4,5 milhões de toneladas, representando 5% da área e da produção nacional, conforme dados da CONAB (média das safras 2016/17 a 2018/19).

O estado é grande consumidor de grãos de milho, pela importância das atividades de criação de bovinos (carne e leite), suínos e aves (frango e ovos).  Ressalte-se que o milho representa 11% do valor bruto da produção agropecuária brasileira (Tabela 1).

Tabela 1. Valor bruto da produção agropecuária por unidade da federação, em 2020, expresso em milhões de reais

Fonte Produção: Lavouras: IBGE – Levantamento Sistemático da Produção Agrícola – LSPA, setembro/2020; Pecuária: IBGE – Pesquisa Trimestral do Abate de Animais; Pesquisa Trimestral do Leite, Produção de Ovos de Galinha. Considerou-se para o ano em curso a produção dos últimos 4 trimestres.

A produção paulista de milho tem se mantido relativamente constante desde o início deste século, compensando a redução de aproximadamente 300 mil hectares com o aumento contínuo da produtividade. Como em São Paulo a agricultura é muito dinâmica e diversificada, os agricultores têm optado também por outras culturas de maior rentabilidade e/ou de menor risco, deixando de atender quase metade do consumo estadual de grãos de milho, que é abastecido por importações de outros estados.

A cultura passou por grandes transformações desde a década de 1990, destacando-se o deslocamento temporal e espacial da área de cultivo. Até a década de 1980 só existia milho na safra de verão (primeira safra) e esse cereal era importante em praticamente todas as regiões paulistas. Desde a introdução do milho safrinha (segunda safra), no início dos anos 90, reduziu-se a sazonalidade da produção ao longo do ano e concentrou-se o seu cultivo em regiões de melhor aptidão. Atualmente, o milho de verão predomina nas regiões acima de 600 m de altitude e o milho safrinha estende desde as regiões mais baixas e de solo argiloso até as de altitudes próximas de 600 m, ocupando cada uma das modalidades, cerca de 401 mil e 474 mil hectares, respectivamente, em 2018/19.

O preço médio de milho recebido pelo produtor paulista em 2019 foi de R$ 34,63 por saco de 60kg. O valor da produção de milho no Estado de São Paulo, em 2019, foi de R$ 2,9 bilhões em moeda corrente. Isto correspondeu a 3,5% do valor da produção agropecuária paulista, ocupando a sexta posição no ranking do valor, superado pelo valor da cana-de-açúcar, carne bovina, laranja para indústria, carne de frango, soja e ovo de galinha.

As regiões maiores produtoras de milho no Estado de São Paulo são as de Itapeva, São João da Boa Vista, Itapetininga, e Avaré na safra de verão (ou primeira safra) e Assis, Itapeva, Ourinhos, Presidente Prudente, Itapetininga e Avaré na safrinha (ou segunda safra).

De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, do IBGE, a área média do milho total (primeira e segunda safra) por estabelecimento (produtor) foi de 30,1 hectares no Estado de São Paulo e de 457,3 ha no Estado de Mato Grosso. A área média de soja por produtor em São Paulo foi de 102,8 ha e em Mato Grosso, de 1.248,8 ha.

Segundo o Censo Agropecuário da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (LUPA 2016-2017) a área média estadual por UPA (Unidade de Produção Agropecuária) (ou imóvel rural) foi de 12,9 hectares no milho de verão e de 39,3 ha no milho safrinha.

No Estado de São Paulo também são produzidos tipos especiais de milho, como o milho verde (São Paulo é o maior produtor brasileiro), milho branco (para canjica), milho doce (para conserva), minimilho (para conserva), milho waxy ou ceroso (para indústria de amido), milho silagem (para alimentação de bovinos) e milho pipoca.